A banda Absinto Muito levou a galera ao delírio
durante o Show
Aconteceu nos dias 1º
a 4 de novembro o primeiro festival de música independente de São João Del Rei.
O festival que é uma realização do coletivo Sem Eira Nem Beira, juntamente com
a rede Fora do Eixo, integra o circuito mineiro de festivais independentes. O
festival Miralonge aconteceu no campus Dom Bosco da universidade federal de São
João Del Rei com programação variada que agradou uma diversidade de gostos e públicos,
tendo desde oficinas, debates, intervenções artísticas e shows.
O festival trouxe
para a cidade diversas bandas que movimentaram o cenário musical mineiro nesse
dias de circuito estadual. Bandas de fora da região como Vandaluz (Patos de
Minas), El Efecto (Rio de Janeiro), Coletivo Dinamite (BH) , Silva Soul(Juiz de
fora), Absinto Muito (BH) e The Hells Kitchen Project (BH) . Além de bandas da
região das Vertentes que também foram lembradas como Devise, Os Fernandes,
Pré-Pagos e Martelo de Pano.
Os shows e as
oficinas realizadas atraíram muito o público que lotou o campus Dom Bosco nos
dias de evento. As chuvas de finais de show não foram capazes de desanimar o
pessoal que foi prestigiar o festival. A intervenção das oficinas de fanzine
juntamente com fotografias chamou a atenção da galera que fez questão de
apreciar a exposição.
A cantora Zaika embala com o Coletivo
Dinamite
O coletivo Sem Eira
nem Beira surgiu esse ano em São João Del Rei com o intuito de fomentar a
cultura da cidade. Em parceria com o Fora do Eixo, já realizaram diversas
empreitadas, com o audiovisual “Aqui Bate um Coração” e a Semana do Audiovisual
(SEDA). O festival Miralonge que terá outra edição no próximo ano promete se
tornar um reconhecido evento cultural que irá movimentar ainda mais o cenário
cultural da cidade histórica.
A Trupe Sonora
Casa de Orates não é “apenas” uma banda. Entremeando suas apresentações
musicais com cenários de sonho e performances teatrais, luas, máscaras e
cirandas, o grupo cênico-musical se destaca em uma forma de arte onírica e
lúdica, num espetáculo não só de boa música (e muito boa música) mas de
elementos visuais, envolvendo o público em um espetáculo coletivo de sonhos.
Surgida em 2003, na cidade catarinense de Itajaí, a trupe desde o início
apresentou uma proposta inovadora, de transitar por vários gêneros artísticos,
utilizando elementos musicais com variadas influências – do jazz à música
brasileira, da música medieval ao rock progressivo – e elementos cênicos que
remetem ao sonho, à imaginação e ao lúdico.
O grupo já abriu
shows como Mutantes, Sérgio Dias, Jarrah Thompson Band, Som Nosso de Cada Dia e
Casa das Máquinas. Seus espetáculos sempre lotam os teatros de Santa Catarina,
onde a banda é referência, além do público fiel que sempre acompanha seus shows
por festivais do sul do país.
O primeiro CD, “O
Artesão dos Sonhos” teve uma temática voltada para os sonhos e personagens
oníricos. Atualmente a trupe trabalha na finalização do segundo CD, “Luaria”,
que tem um ideal mais semântico, com signos remetendo a bruxas e seus
significados míticos.
Marcelo
Azeredo, o
“vocalista-flautista-saxofonista-percussionista-baterista-e-tudo-o-mais da
banda”, conversou conosco sobre a proposta do Casa de Orates e também sobre
novos cenários da música independente no Brasil.
Foca no Ponto: A Trupe Sonora Casa
de Orates tem um público vasto e fiel, em todo Sul do país, mesmo não fazendo
um som “comercial”. Quais são as dificuldades de fazer música independente? E
ainda mais no caso de vocês, que fazem um som completamente artesanal, de que
forma têm vencido estas dificuldades?
Marcelo Azeredo: Bom, a principio não
considero, talvez, que façamos música artesanal. A proposta Casa de Orates afina-se com as tendências do conceito de
world music buscando não se prender a localidades, regionalidades, culturas. Em
nossas canções buscamos através do lúdico encontrar de alguma maneira algo que
toque as pessoas, nossas conquistas ao fazer música independente credito a
isso. Do ponto de vista burocrático acredito que os projetos de leis de
incentivo por todo país são uma possibilidade para a música independente
contemporânea, uma maneira real e possível de desconstruir-se as grandes
corporações midiaticas que dominam o mercado cultural mundial. Certamente, a
questão econômica é o maior entrave para se promover eventos autênticos e
independentes que alcançem um grande público.
FP: O Casa de Orates
busca um espetáculo musical/visual, mesclando música, teatro e outras
experiências artísticas. De onde vem sua criação? O que esperam passar através
de sua música?
MA: As criações representam as particularidades somadas de
todos os integrantes do grupo, buscando explorar sentimentos e vivências que passam
pelo viés da poesia tornar-se real. Geralmente escolhe-se uma temática central
que possa permear essas diferentes individualidades, por exemplo: os sonhos, as
bruxas, os meios sociais...
FP: Os músicos da banda
conseguem viver de música ou cada um tem outras atividades?
MA: Todos temos outras atividades e conquistamos também
algum retorno financeiro através do grupo, com a venda de cd's e apresentações.
FP: O que na sua
opinião seria uma iniciativa importante, quer seja do poder público ou de
empresas ligadas à cultura – gravadoras, possíveis investidores... – para que bandas não comerciais tivessem
mais espaço?
MA: A meu ver, a mídia de modo geral controla a
possibilidade de abertura cultural para grupos independentes. No momento em que
grandes corporações empresariais e governamentais estiverem interessadas em
atingir e formar um público culturalmente mais ativo, tendo isso como um
projeto educacional que envolva toda a nação, talvez possamos ter o privilégio
de conviver com programações midiáticas mais críticas e autênticas, menos alienadas
e obsoletas.
FP: De que forma o uso
da internet, myspace, redes sociais tem mudado a realidade das bandas,
possibilitando maior visibilidade a quem faz música fora do eixo de FM's? Quais
possibilidades isso abre ou dificulta?
MA: A web é certamente uma ferramenta impressindível para a
conquista de novos públicos. A liberdade de comunicação via internet pode ser
transformadora. Contudo, trata-se de uma questão educacional a construção de um
cidadão que possa filtrar e melhor escolher seus conteúdos de interesse.
Assista uma pequena mostra do trabalho do grupo, nesta canção do primeiro álbum.
Texto de Danielle da Gama e Maria Catarina Carvalho
Você já deve ter ouvido de Martin Scorsese, o diretor de cinema estadunidense
que segundo críticos e estudiosos de cinema é o “maior realizador vivo” da
chamada sétima arte. Atuou como diretor de filmes memoráveis como Taxi Driver,
Touro Indomável, Os Bons Companheiros e Cassino.
Fora as grandes produções de
filmes de temas complexos, o que é um marco da sua carreira, Scorcese também
possui uma lista de produções sobre grandes nomes da história da música.
Ele editou o filme sobre Woodstock (lendário festival do final dos
anos 1960), dirigiu o videoclipe da música Bad do Michael Jackson e ainda produziu
documentários como:
Last Waltz - O Último Concerto de Rock (1978): Filme registrado em
1976 que apresenta o último show da The Band. Show esse, contou com participações
importantes, como Eric Clapton, Bob Dylan, Neil Young, Joni Mitchell, Ron Wood,
Ringo Starr, Van Morrison, Muddy Waters, Neil Diamond, Dr. John e Ronnie
Hawkins.
Scorsese gravou e eternizou a última apresentação da banda. Uma
verdadeira celebração que por si só já seria sensacional, mas que sob as lentes
e direção de Martin Scorsese ganhou ainda mais brilho.
Eric Clapton - Nothing But the Blues, An ‘In the Spotlight Special’(1995):
Excelente documentário sobre o considerado Deus da guitarra, no entanto, nunca
foi lançado oficialmente. Nesse filme Clapton fala sobre suas influências e
trajetória musical.
No Direction Home - Bob Dylan (2005):
Documentário sobre a vida e carreira de Robert Allen Zimmerman ( Bob
Dylan), de 1961 até o ano 1966. O documentário reúne em mais de quatro horas, detalhes
e minúcias em que podemos compreender profundamente, como era a cabeça de Dylan
e de sua juventude, naquela época.
Shine a Light (2008): Sendo muito fã dos Stones, esse documentário
presta homenagem a umas das mais famosas bandas de rock de todos os tempos.
Em que grande parte do filme
apresenta shows da banda no Beacon Theatre em Nova York, no ano de 2006. E ainda há trechos de
entrevistas dos Stones, dadas durante os 50 anos de carreira. "São trechos
curtos, mas preciosos, que nos lembram da longevidade da banda e mostram um
pouco mais da personalidade de cada integrante." - É o que enfatiza
Scorsese.
George Harrison - Living in the Material World
(2011): Documentário sobre George Harrison, guitarrista e ex-beatle. Conta com participações e algumas entrevistas inéditas com Paul
McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono, Eric Clapton e Phil Spector e alguns outros.
No documentário é narrada a vida e a carreira artística do músico, como também
sua forte ligação com o mundo espiritual. Atualmente o Diretor trabalha em conjunto com Richard Attenborough e Anthony
Haas na produção de "Silver Ghost", filme que retratará a história
dos luxuosos carros Rolls-Royce.
Texto de Danielle da Gama e Maria Catarina Carvalho
Há um toque específico dos sinos para cada acontecimento na "Cidade onde os sinos falam", ou São João del-Rei. A cidade é conhecida assim por seus sinos serem ouvidos durante o dia e a noite, com uma ampla variedade de toques. Os toques mais conhecidos são o Dobre Simples, o Dobre Duplo e o Repique. O sino pequeno comanda o ritmo da música enquanto o grande e o médio acompanham. Antigamente, os sinos eram o meio de comunicação e transmissão de notícias existente na cidade.
Nilson José tem 37 anos e há 20 é sineiro da Igreja São Francisco. Ele conta com entusiasmo sobre sua profissão, as lendas, a relação do sino com a música (samba e toques da capoeira). "Sino é música", afirma o sineiro. Nilson teve participação no documentário "Entoados", que foi produzido nos municípios mineiros de Catas Altas, Diamantina, Ouro Preto, São João del-Rei, Tiradentes e Mariana.
Nilson José
Os sinos antes de irem para a torre para exercer sua função, são batizados e recebem nome, geralmente de acordo com a igreja e com o santo. Reza a lenda de que, em 1915, um sino chamado Jerônimo foi preso por matar o sineiro João Pilão. Segundo Nilson, João Pilão era alcoólatra e em uma procissão se trancou na torre para tocar o Jerônimo. Quando o sino parou antes da hora, as pessoas ficaram preocupadas e ao invadir a torre, viram João Pilão ao chão, morto.
Dizem que o sino ficou preso na antiga cadeia, mas o que acontece realmente quando uma pessoa é morta por um sino é outra coisa. Seu badalo é retirado e o sino recebe o "castigo" de não tocar por alguns anos. Ele também é coberto por uma lona preta e acorrentado. Depois da punição o sino pode voltar a ser tocado ou é derretido e aproveita-se o material, exatamente como aconteceu com o Jerônimo.
Fazer
turismo e visitar lugares que foram importantes para a música pode ser uma boa
pedida
Para quem gosta de viajar levando sempre seu fone
de ouvido, para curtir as suas canções preferidas e fazer as melhores visitas
com trilha sonora, existe outra forma de juntar estes dois prazeres : turismo
musical!
Que fã de Beatles nunca sonhou em tirar aquela foto
– óbvia e necessária – na faixa de pedestres mais famosa do mundo? O Estúdio
Abbey Road, na rua de mesmo nome em Londres, onde foram gravados discos
icônicos como o próprio “Abbey Road” dos Beatles e “Dark Side of the Moon”, do
Pink Floyd, não é aberto para visitas (foi aberto apenas no dia 10 de março
deste ano, por ocasião do seu aniversário de 80 anos). Mas a faixa de
pedestres, essa é pública e dá pra sentir o clima de rock ‘ n roll transitar
pela paisagem.
Ainda na Inglaterra, na cinzenta Manchester, os fãs
de Smiths e Joy Division têm um prato cheio. Dar uma esticada a essa cidade,
que entre tijolos vermelhos e carvão foi palco da produção de bandas de rock
como nenhuma outra, vai render uma foto em frente ao Salford Lads Club, que
aparece na capa de “The queen is dead”, do Smiths.
E se você preferir um local mais... tranquilo?
Cemitérios em geral não são locais de visitação turística. Mas isso não é
verdade no caso do cemitério Pére-Lachaise, onde está enterrado Jim Morrison, o
Rei-Lagarto. Na parte nordeste de Paris, a “Cidade dos Mortos” como é chamada
pelos parisienses, é um lugar romântico e poético, mesmo porque inúmeros
escritores e poetas estão enterrados lá! Oscar Wilde, Victor Hugo e Proust são
alguns deles. Podem ser feitas visitas guiadas por cerca de 6 Euros ou você
também pode comprar um mapa e sair explorando o campo santo... Pra ser exato,
Jim passa sua vida eterna na parte centro-sul do cemitério.
Pra pisar o chão que nossos heróis mortos de
overdose pisaram, bem, também existe um lugar e fica no West Sunset Boulevard,
Hollywood. É o Whisky A GoGo Bar, onde balançaram Jim Morrison, Janis Joplin,
Eric Burdon, Stooges, Buffalo Springfield, para falar só de alguns. Se não
chegar a ver um fantasma do rock zanzando nos embalos de sábado à noite, tome
um whisky e curta o som. Hoje ainda funciona ali a casa de shows.
Mas você
também não precisa ir muito longe. Pegue um ônibus para BH e vá até o bairro de
Santa Teresa, exatamente na esquina entre a Rua Divinópolis e a Rua
Paraisópolis. Apesar de o próprio Milton Nascimento negar a existência de uma
sede fixa para os encontros do Clube da Esquina, dizem que ali era um dos
locais em que a trupe se encontrava. O Clube da Esquina nasceu na década de 60,
a partir do encontro de Milton Nascimento e os irmãos Borges – Marilton, Lô e
Márcio, além de Fernando Brandt. O nome foi ideia de Márcio, que ao ouvir a mãe
perguntar dos filhos sempre ouvia: “Estão lá na equina, cantando e tocando
violão.” Hoje na esquina há uma placa com a letra da música e um breve relato
do movimento.
Para relaxar, na Cidade Maravilhosa você estará a duas quadras da praia de
Ipanema para sentir a brisa que sentiu o Rio nos tempos da bossa nova... Entre
o final dos anos 50 e anos 60, o bar do Veloso era o ponto de encontro de Tom
Jobim e Vinicius de Morais, que ficavam por lá tomando um chope gelado e
apreciando o passeio das moças bonitas. Dizem que Frank Sinatra tinha o
telefone do bar, para quando queria encontrar Tom Jobim. Também reza a lenda
que foi lá que estavam quando viram a musa Helô Pinheiro, que os inspirou a
compor "Garota de Ipanema". Hoje o bar leva esse nome, na Rua
Vinicius de Morais.
Texto de Daniele da Gama e Maria Catarina
Carvalho
A série americana “Friends”, sucesso
mundial em suas 10 temporadas, acabou em 2004 deixando fãs órfãos e uma turma
de celebridades que antes não eram tão conhecidas pelo público. Os seis atores
que protagonizaram a série de 1994 a 2004 viraram estrelas
mundiais e hoje atuam em diversos projetos diferentes.
O sentimento de carinho nutrido pelos
fãs foi tão grande que não se separava ator de personagem e eles se tornaram lendas no mundo da ficção. Com o fim da série próximo, os
queridinhos da América despediam-se das personagens que os consagraram e
embarcaram em novos projetos. A dúvida se conseguiriam manter-se em voga no
período pós “Friends” era frequente. Mas, mesmo hoje, depois de oito anos do
término do seriado, eles ainda estão ativos em produções hollywoodianas ou
protagonizando outros seriados.
Courteney Cox
A atriz Courteney Cox interpretava a Mônica Geller, uma chefe de cozinha obsessivo-compulsiva por limpeza que teve problemas de obesidade na infância, o que ainda lhe trazia traumas. Antes de estrear na série americana, Cox fez diversas aparições em filmes, sendo a mais relevante o papel de protagonista junto com Jim Carrey no filme Ace Ventura. Logo após esta aparição, a atriz foi convidada para estrelar Friends. Este papel fez com que ela se tornasse uma estrela internacional e levou a uma nomeação para o prêmio American Comedy Award. Pouco depois da estreiade “Friends”, Cox foi convidada para interpretar a jornalista sensacionalista Gale Weathers nos quatro filmes Pânico. Atualmente, Courteney Cox faz parte da série Cougar Townonde faz o papel de Jules Cobb, uma mulher recém-separada com um filho de 17 anos.
O papel
da personagem Rachel Green era interpretado pela atriz Jennifer Aniston. Rachel era uma menina rica e mimada que foi morar com
Mônica após abandonar o noivo no altar. Com este papel, Aniston conquistou um
Emmy, um Globo de Ouro e um Screen Actors Guild Awards,
estabilizando sua carreira. Após o fim de Friends, Jennifer Aniston pode ser
considerada como a atriz mais bem sucedida da série. De lá pra cá, Aniston
protagonizou diversos filmes, como O Todo Poderoso, Marley e Eu eEle Não Esta
Tão a Fim de Você. Aniston já foi listada como uma das dez mulheres mais ricas
na indústria do entretenimento pela revista Forbes e atualmente continua
trabalhando como atriz, produtora e diretora de filmes.
Lisa Kudrow
A atriz Lisa Kudrow viveu a personagem
Phoebe Buffay em “Friends”, uma garota que saiu de
casa aos 14 anos e antes de conhecer seus amigos foi moradora de rua. O papel
de Phoebe deixou Lisa mundialmente famosa e conquistou o Emmy como “melhor
atriz em uma série de comédia”. Depois de atuar em mais de 28 filmes, como PS:
Eu te Amo, Máfia no Divã eDr. Dolittle 2, Lisa interpreta atualmente a terapeuta Fiona
Wallice no seriado Web Therapy.
Joey
Tribbiani, um ator ítalo-americano que faz sucesso com as mulheres, é
interpretado em “Friends” por Matt LeBlanc. Com o fim da série Matt foi o único
personagem que continuou em série própria, intitulada Joey. Com participação em
diversos filmes como As Panteras e As Panteras Detonando, Matt foi produtor do
filme The Watch em 2007 e atualmente atua na série de TV Episodes.
Mattew Perry viveu o sarcástico Chandler Bing que
se casa com Mônica Geller. Com o fim da série, Matthew Perry fez parte do
sitcom Studio 60, interpretou em diversos filmes, como Dezessete Outra Vez e
atualmente é o protagonista da sérieGo On, interpretando o locutor esportivo
Ryan King.
Matthew Perry
O ator David Schwimmer interpretou o irmão mais velho de Mônica,
Ross Geller, um paleontólogo que amava o seu trabalho. Seu papel mais famoso foi o
de Ross e após o termino da série dirigiu o seriado Joey e teve um papel de
destaque na mini-série Band of Brothers como o Capt. Sobel e é o dublador
oficial da girafa Melman do filme Madagascar.
Além de
saudades, a série americana Friends deixou um grupo de excelentes atores que
são aclamados até hoje pela crítica e admiradores fervorosos. “Friends” foi a
prova de que um bom roteiro e a química existente entre os protagonistas
transcende os ideais de entretenimento e causa na audiência um impacto que
envolve carinho e consolida no mundo não apenas mais um seriado, mas um seriado
a ser assistido com paixão.
O samba foi um fator importante na formação
da identidade cultural e na organização urbana da cidade de São João Del Rei. O
gênero musical, característico das áreas periféricas, ganhou reconhecimento nas
ruas e passou a ser apreciado também nos teatros frequentados pela elite, sendo
responsável pela aproximação destas classes que coexistiam distantes.
Com o intuito de resgatar tradições locais e
homenagear grandes nomes da música popular e do samba, sambistas san-joanenses
desenvolveram em conjunto com a Secretaria de Cultura e Turismo de São João Del
Rei o Projeto Cultural Samba na Praça.
Uma vez por mês é montado um palanque na
praça Carlos Gomes, no Largo do Carmo. O projeto promove a apresentação do
grupo Quinteto para Sambar e de
outros grupos convidados a cada novo evento.
A primeira edição ocorreu no dia 16 de Maio
de 2012. Desde então passou a ser realizado mensalmente com grande aceitação
dos habitantes locais, que comparece numerosamente as apresentações. Adultos,
estudantes, crianças e jovens divertem-se e apreciam as obras de Cartola, Chico
Buarque, Elis Regina, Tom Jobim, Roberta Sá e também composições inéditas de
artistas da cidade e região.
O espaço é aberto e a entrada é gratuita. Os shows
começam às 21 horas e se estendem até o início da madrugada, movimentando os
bares e barraquinhas da redondeza. Aqueles que optarem por maior conforto podem
ainda reservar, sob o custo de quinze reais, uma mesa no Bar do Carioca no
Largo do Carmo.
Tropicalismo,
Rock’n roll, Bossa Nova, Jovem Guarda.. entre tantos rótulos, alguns músicos
geniais da década de 70 receberam uma classificação nada agradável: foram os
“malditos” da MPB, inovadores e poéticos até os ossos, que revolucionaram a
linguagem e a sonoridade da música brasileira, passando longe das FMs e, muito,
das gravadoras.
Tom Zé, Sergio Sampaio (foto), Jards Macalé, Jorge Mauter, Luiz Melodia, Walter
Franco, Itamar Assumpção. Músicos que quando surgiram, nos idos de 70, foram
considerados impopulares, por fazerem músicas difíceis de compreender e de rotular.
Como diria Jards Macalé, na canção “Let’s Play That”, vieram para desafinar o
coro dos contentes. Fazendo um som genuinamente artístico, com letras de pura
poesia e sonoridade não vinculada a nenhum “partido” musical da época, alguns
acabaram morrendo no total esquecimento, outros apenas na atualidade estão
obtendo o devido reconhecimento. Por não terem espaço nos catálogos das
gravadoras e ficando conhecidos por uma parte bem restrita do público, foram
batizados de “malditos” pela imprensa.
Na época parecia haver espaço para muitas vertentes musicais. Assim como
havia a Jovem Guarda, o público mais intelectualizado ouvia bossa nova e o rock
tinha espaço com Mutantes e outras bandas mais experimentais. Mas mesmo
Mutantes precisou se vincular ao movimento tropicalista para finalmente
aparecer, cantando ao lado de Gilberto Gil no festival de 67 a música
"Domingo no Parque". O que parece unir o grupo heterogêneo dos
malditos foi sua sonoridade com arranjos bem trabalhados, e suas letras muitas
vezes herméticas, como o fazia - e muito - Tom Zé. Esses estranhos no ninho
faziam “apenas” música, “apenas” poesia, e prezavam a autenticidade que lhes
custou o sucesso, já que se recusavam a atender pedidos de gravadoras para
compor músicas mais comerciais. Sua alma estava em suas músicas, e eles não
tinham nenhuma intenção de vendê-la. E mesmo não vendendo milhares de discos e
sendo pouco lembrados até hoje, os malditos da MPB deixaram um legado para a
música brasileira, influenciando artistas que hoje os homenageiam, em projetos
como "Bendito é o maldito entre as mulheres", que em 2011 apresentou
shows com vozes femininas da nova MPB cantando canções de alguns
"malditos".
Hoje existe uma geração consistente de bandas independentes, fazendo
música não comercial, favorecidas pelo cenário digital. Não é mais essencial
que uma banda tenha uma gravadora e um selo para ser conhecida, ela pode usar o
myspace ou redes sociais, para ser vista e lembrada. Esses músicos têm buscado
a originalidade e novidade que tentavam trazer os “malditos” há quatro décadas,
experimentando fazer arte além da grana, já que se foi o tempo em que era
necessário pagar jabá e tocar na rádio para a música aparecer – e hoje quem
está experimentando fazer sons diferentes e genuínos tem aparecido para um
público que busca algo diferente de simples música fast food.
Apesar de nos depararmos com uma identidade funesta para a música
brasileira, ouvindo as rádios e programas de TV proliferando suas duplas
sertanejas e funks de gosto sempre duvidoso, podemos ver que, como antes, basta
procurar porque sempre existem bons letristas, músicos e intérpretes nos mais
variados estilos dentro da MPB. Hoje, poderíamos chamar de "malditos"
as centenas de bandas independentes que tocam em bares e esquinas de todo o
país, com letras poéticas e incursões instrumentais inovadoras, versus a massa
sertaneja/pagode/funk que toca nas rádios.
Música boa existe e toca, sim, é preciso ouvir o que está amaldiçoado,
mas nunca fadado ao desengano...e quem tiver ouvidos, que ouça.
Um aperitivo...
Texto de Danielle da Gama e Maria Catarina Carvalho