Mostrando postagens com marcador ECONOMIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ECONOMIA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de outubro de 2012

LAGOA DOURADA, CIDADE DOS MÓVEIS RÚSTICOS



Apesar de ser a terra do rocambole, Lagoa Dourada é conhecida também pela fabricação de móveis rústicos.


Nem só de rocambole vive Lagoa Dourada. Outro ramo que movimenta bastante a economia da cidade é a fabricação de móveis rústicos, que chamam a atenção por sua beleza e durabilidade. Com o aumento da procura, surgiram várias fábricas dedicadas a esta atividade. Atualmente aproximadamente dez estão em atividade.
Iniciada há cerca de 50 anos a atividade é responsável por significativa parte dos empregos e renda gerados no município. Antônio Carlos Faria, proprietário de uma fábrica de móveis em Lagoa Dourada, é neto do pioneiro do ramo na cidade, Luiz José de Resende. “O ramo de móveis é bem antigo na cidade, antes eles eram fabricados em estilo colonial e hoje a fabricação acontece com madeiras de demolição. Seguindo a tendência da sustentabilidade, estes produtos tiveram uma resposta bem melhor do público do que os móveis tradicionais”, explicou Antônio.
O processo de fabricação é bem artesanal, apesar do uso de máquinas. O marceneiro é o principal elemento do processo, uma vez que usa sua criatividade para fazer as peças, o que talvez seja o motivo do grande sucesso. “A madeira de demolição é uma madeira reciclada, geralmente vêm de casarões, fazendas e galpões rurais, da região sul do país”, completou o empresário.
Peça em madeira de demolição
Os móveis fabricados na cidade já cruzaram o Oceano e foram objetos de admiração em países como Suécia, Espanha e Portugal. A passagem da Estrada Real pela cidade e a ligação próxima com cidades turísticas, como Tiradentes e São João del - Rei, ajudaram a expor a produção. A possibilidade de exportar os produtos beneficiou bastante os fabricantes. “A experiência de exportação foi muito legal, já fizemos isso algumas vezes com um retorno muito positivo. Até hoje recebemos vários pedidos de orçamentos de diversos lugares”, finalizou Antônio Carlos.
           Anualmente, a cidade realiza uma bela festa onde fabricantes e artesões locais expõem seu trabalho. O evento atrai público, divulga a qualidade dos produtos do ramo ali fabricados e eleva o nome do município de Lagoa Dourada.



Texto de   Atner Maia e Júnia Lovaglio
Fotos de Atner Maia 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O FIM DE ANO NEM SEMPRE TRAZ BOAS NOVAS

  O controle dos gastos é o ponto fundamental para que surpresas desagradáveis não venham com o ano novo.




                 A economia do país agradece a chegada do fim do ano, pois o espírito doce e envolvente do natal e do ano novo faz com que as pessoas gastem relativamente mais nessa época.
                  Formatura, amigo oculto, ceia de natal, reveillon, férias – para que tudo aconteça como o desejado é preciso de dinheiro. Mas quando não há um cuidadoso planejamento durante o ano, as pessoas se valem do que tem a disposição, como 13º salário, limite do cheque especial, cartão de crédito e diversas linhas de crédito que o mercado disponibiliza. E justamente aí que mora o perigo.
                  De acordo com os cálculos do estudo IPC Maps para 2012, o consumo dos brasileiros registrará a cifra de R$2,725 trilhões, um crescimento superior a R$273 bilhões quando comparado com o IPC Maps 2011. Na maioria das vezes o encantamento e as facilidades que os empréstimos proporcionam fazem com que este consumo se dê através do endividamento.
                 Verifica-se que nos últimos anos o índice de empréstimos, seja ele Consignado, Cheque Especial, Rotativo ou com Penhor teve, segundo as informações do Banco Central do Brasil, um crescimento de 48,8% em relação ao PIB. Para a economia do país é uma porcentagem baixa, mas para a população é uma prática perigosa, pois as altas taxas de juros praticadas pelos bancos fazem com que as pessoas tenham dificuldades na quitação das dívidas e muitas vezes aumentando as estatísticas da inadimplência no país.
                Para que os gastos do fim do ano não pesem no bolso do consumidor e para que 2013 não nasça cheio de dívidas (lembrando que no início do ano existem impostos como IPTU e IPVA para serem pagos, assim como material escolar, uniforme das crianças, entre outros), os economistas dão algumas dicas:
        - Calcular e planejar; - Programar as atividades  e evitar o impulso das compras;
- Pesquisar o preço tanto dos produtos quanto da prestação de serviços,
- Ficar atento aos juros e optar pelo parcelamento sem juros;
- No caso de viagens, planejar para encontrar as melhores condições;
- Jamais emprestar o cartão de crédito;
- Usar o o cartão de crédito em lojas que oferecem descontos, sorteios ou promoções;

- Compras pela internet só em sites seguros. 
        - Pagar a fatura do cartão em dia, pois a taxa de juros do cartão é das mais altas praticadas hoje em dia no mercado.
                


            

                        
        Seguindo essas dicas e tendo um consumo consciente as festas de fim de ano serão proveitosas e o próximo ano virá cheio de alegrias e livre de transtornos financeiros.


Texto de Edilene Ribeiro

Fotos: Google imagens

.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O IMPACTO DA GREVE NA ECONOMIA LOCAL

Foto extraída de wikimedia
         A greve dos professores e servidores das Universidades e Institutos Federais por todo o país teve um impacto muito grande em diversos âmbitos da sociedade. O atraso das aulas e toda a paralisação gerou um prejuízo imediado e a longo prazo para a educação. Mas, além disso, o que mais ficou prejudicado?
       Em cidades universitárias como São João del-Rei, fica claro a importância dos estudantes no desenvolvimento da cidade. Eles consomem, promovem eventos e expandem o nome da cidade onde moram para todos os cantos do país. Com a paralisação das aulas, a grande maioria foi forçada a retornar para sua cidade de origem, deixando um buraco nítido na sociedade de São João del-Rei.
          O comércio local foi muito prejudicado, já que grande parte de seu mercado consumidor foi afetado pela greve. Em entrevista feita com o empresário Eduardo Silva, proprietário do Supermercado Kitzan, localizado na Travessa Lopes Bahia, centro de São João del-Rei, foi possível perceber esse impacto no comércio local. "Houve uma queda significativa nas vendas durante o período da greve, em especial no setor de instantâneos, que é o mais procurado por estudantes" afirma Eduardo.
William Júnior, Gerente do Supermercado Monte Rey
         Em questão de números, Eduardo afirma: "No geral, a queda nas vendas foi maior que 5% e em alguns setores específicos, chegou aos 30%". Ele afirma que, apesar disso não houve perda de produtos em estoque.
         A atendente Márcia Maria S. Jardim, da lanchonete Ponto Real, disse que após o período de pouco movimento, este volta a crescer com o fim da greve.  O gerente do supermercado Monte Rey, Wiliam Júnior, também destacou que houve uma queda vertiginosa nas vendas, principalmente na mercearia e no setor de lanches. Atualmente, apesar do fim do convênio com a UFSJ, que garantia 5% de desconto a alguns estudantes, as vendas estão se normalizando.
         Fica claro que a massa estudantil é responsável por uma grande movimentação financeira dentro de uma cidade universitária de médio porte, como a de São João del-Rei. A greve, por sua vez, ajudou a provar a muitos céticos que os estudantes têm grande importância para o funcionamento da cidade.




Texto: Clara Varginha e Lucas Machado
Foto: Clara Varginha